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  <title>Artigos</title>
  <link>http://www.gendiag.com.br</link>

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      Artigos científicos baseados em produtos distribuídos pela Genese
    
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  <item rdf:about="http://www.gendiag.com.br/conhecimento/artigos/Dihidrotestosterona">
    <title>Dihidrotestosterona</title>
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    <description>Frank Stanczyk, Ph.D.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>25/06/2005</p>
<p><br />Dihidrotestosterona (DHT) é o andrógeno mais potente produzido nos homens e mulheres. É considerado 2-3 vezes mais potente do que a testosterona. O DHT liga-se a receptores específicos com mais afinidade e especificidade do que os demais andrógenos [1]. Embora, de 20-25% do DHT circulante em homens seja derivado da secreção direta nos testículos, este é considerado como um produto predominante de formação periférica tanto nos homens como nas mulheres. O DHT pode ser formado em vários tecidos não endócrinos, mas primariamente é formado na pele e tecidos sexuais como, próstata e a pele da genitália feminina. O índice de produção de DHT é de aproximadamente 300 µg/dia em homens [2] e 25-55 µg/dia em mulheres [3].</p><p>O DHT é formado a partir da testosterona ou androstenediona. A Testosterona é o principal andrógeno circulante precursor do DHT nos homens. O DHT é formado diretamente da testosterona via enzima, 5?-reductase. Em mulheres, o precursor primário do   DHT na circulação é a androstenediona. Estudos mostram que a androstenediona é responsável por aproximadamente 60%, e a testosterona por somente 15% da produção total de DHT; o restante é derivado da dehidroepiandrosterona, 5-androsteno-3? e 17?-diol [4,5].</p><p>A formação do DHT a partir da androstenediona em mulheres ocorre por duas vias diferentes, a mais importante envolve a conversão de androstenediona para 5?-androstana-3, 20-diona pela ação da 5?-reductase, e subseqüente conversão para DHT através da ação da 17?-hidroxiesteróide oxidoreductase [6,7].   A outra via de formação de DHT envolve a conversão de androstenediona para testosterona através da enzima 17?-hidroxiesteróide oxidoreductase, e a conversão subseqüente de testosterona para DHT como descrito anteriormente.</p><p>Os níveis plasmáticos de DHT variam durante o período de vida tanto nas mulheres [3] quanto nos homens [2]. Em mulheres normais, os níveis de DHT antes da puberdade estão muito baixos (&lt;30 pg/mL), durante os anos que antecedem a menopausa os níveis estão entre 50 e 300 pg/mL. Após a instalação da menopausa, os níveis de DHT geralmente decaem, retornando aos níveis encontrados na pré-puberdade.</p><p>Nos homens, os níveis de DHT na pré-puberdade são inferiores a 100 pg/mL, com um intervalo entre 250 a 750 pg/mL na vida adulta.</p><p>A maior parte do DHT circulante está ligada ao SHBG. Esta proteína plasmática tem cerca de 3 vezes mais afinidade de ligação pela testosterona e 9 vezes mais afinidade pelo estradiol [8]. Uma considerável proporção do DHT também circula ligado a albumina, e cerca de 1% circula na forma livre. Existe também uma diferença sexual na proporção de DHT ligado a SHBG e a albumina. A porcentagem de DHT circulante ligado a SHBG e a albumina é de 60% e 39% nos homens, para 78% e 21% nas mulheres, respectivamente [9].</p><p>O DHT passa por processo de redução e conjugação. É reduzido primariamente a 5?-androstana-3?, 17?-diol (3?-androstenediol) via enzima 3?-hidroxiesteróide oxidoreductase. Da mesma forma, uma pequena proporção do DHT é convertida a 3?-androstenediol. Na seqüência, os isômeros de androstenediol 3? e 3? iniciam conjugação. Nos últimos anos, as atenções têm se focado no 3?-androstenediol glucoronídeo, o qual tem se mostrado um importante marcador da atividade da enzima 5?-reductase e da ação periférica dos andrógenos [10]. Outros produtos do metabolismo de DHT incluem sua forma conjugada, chamada de DHT glucoronídeo e DHT sulfato.</p><p>O DHT possui vários papéis fisiológicos importantes, na vida fetal, este andrógeno periférico parece ser crítico na diferenciação do sinus urogenital, o qual inicia o desenvolvimento da genitália externa masculina.</p><p>Em desordens de deficiência de 5?-reductase [11], as mulheres afetadas são fenotipicamente normais, já os homens afetados possuem genitália ambígua ao nascimento, mas se desenvolvem como homens normais. Na puberdade, a genitália externa consiste de um pênis que se assemelha mais a um clitóris. Em homens adultos, o DHT tem papel importante no desenvolvimento e na patogênese da próstata [12]. A hiperplasia benigna de próstata (HBP), uma desordem comum em homens após a idade de 50 anos, requer andrógeno na forma de DHT para sua manutenção. O tratamento de HBP com inibidor de 5?-reductase é acompanhado por uma diminuição no volume prostático e uma melhoria dos sintomas clínicos. </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>simples</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2006-10-10T15:58:01Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://www.gendiag.com.br/conhecimento/artigos/cardiolipina">
    <title>A Cardiolipina</title>
    <link>http://www.gendiag.com.br/conhecimento/artigos/cardiolipina</link>
    <description>Sônia Maria Marcolino Fleira, Assessoria Científica
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<h3>SÍNDROME ANTIFOSFOLÍPIDE RECENTES AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL</h3><br /><h3>Introdução</h3><p>Anticorpos anti-fosfolípides são auto-anticorpos direcionados contra fosfolípides aniônicos ou fosfolípides protéicos complexados, os quais são dosados em imunoensaios de fase sólida como anticorpos anti-cardiolipina (aCL) ou em testes de coagulação como os anticorpos anticoagulante lúpico.</p><p>Anticorpos antifosfolípides são famílias heterogêneas de imunoglobulinas IgG, IgM, ou IgA que possuem ampla afinidade e especificidade, e com capacidade para reconhecer várias combinações de fosfolípides, fosfolípides ligados a proteínas (tais como beta-2 glicoproteína I e protombina) ou ambos,e que incluem, entre outros, o anticoagulante lúpico e os anticorpos anticardiolipina.</p><h3>Histórico</h3><p>O termo Síndrome Antifosfolípide (SAF) foi primeiramente utilizado para denominar a associação clínica entre anticorpos antifosfolípides e Síndrome de hipercoagulabilidade. O primeiro anticorpo antifosfolípide, um anticorpo fixado ao complemento que reage com extratos de coração bovino, foi detectado em pacientes com sífilis em 1906. Este antígeno revelante foi posteriormente identificado como Cardiolipina, um fosfolípide mitocondrial.</p><p>Esta observação se tornou a base para o “Venereal Disease Research Laboratory” (VDRL) desenvolver um teste para sífilis que é utilizado até os dias de hoje.</p><p>Em 1983, foi desenvolvido um imunoensaio em fase sólida para anticorpos anticardiolipina. Este ensaio era cem vezes mais sensível do que o ensaio VDRL para a detecção de anticorpos anticardiolipina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES), sendo que estes anticorpos detectados estavam fortemente associados a anticorpos anticoagulante lúpico, testes VDRL falsos positivos e tromboses.</p><p>Atualmente, a SAF é reconhecida como a principal causa de hipercoagulabilidade adquirida, e está intimamente relacionada com morbidade e com mortalidade no LES.</p><p>Os pacientes com SAF apresentam trombose arterial ou venosa recorrentes, podendo afetar qualquer vaso sanguíneo. Geralmente, os fenômenos arteriais são seguidos por novos fenômenos arteriais, assim como os fenômenos venosos são seguidos por novos fenômenos venosos. A manifestação clínica mais comum de SAF é a trombose venosa profunda (TVP) em membros inferiores(pernas) ocorrendo de 29 a 55% dos pacientes com SAF durante um acompanhamento de 6 anos, acompanhada também por tromboembolismo pulmonar (TEP) em 30% dos casos. A principal manifestação arterial é a isquemia cerebral, em conseqüência da trombose ou da embolia arterial no sistema nervoso central(SNC). Os episódios de isquemia cerebral podem ser permanentes ou transitórios e afetam homens e mulheres, igualmente, com idade inferior a 50 anos.</p><p>A SAF pode ser dividida em duas categorias: SAF “Primária” a qual ocorre em pacientes sem sinais clínicos evidentes de outras doenças autoimunes, enquanto que a SAF “Secundária” ocorre em associação com doenças autoimunes ou outros tipos de doenças. Embora a SAF também ocorra em associação com outras condições (incluindo infecções, câncer, uso de drogas ou hemodiálise), geralmente são os anticorpos IgM que estão presentes em baixos níveis e não estão associados com eventos trombóticos.</p><p>O critério atualmente recomendado para a classificação da Síndrome Antifosfolípide,publicado no Consenso Internacional (1999), forneceu critérios simplificados para o diagnóstico desta síndrome (tabela1).</p><p>Tabela 1. Critérios Estabelecidos no Consenso Internacional para a Classificação de Síndrome Antifosfolípide.<br /></p><h3>Critérios Clínicos</h3><p>1. Trombose Vascular<br />• Um ou mais episódios clínicos de trombose vascular: venosa, arterial ou de pequenos vasos, em qualquer tecido ou órgão.<br /><br />2. Complicações gestacionais<br />• Uma ou mais mortes inexplicadas de fetos morfologicamente normais com 10 ou mais semanas de gestação ou;<br />• Um ou mais nascimentos prematuros de neonatos morfologicamente normais com 34 ou menos semanas gestacionais devido à pré-eclâmpsia grave, eclâmpsia ou insuficiência placentária ou;<br />• Três ou mais abortos espontâneos, consecutivos, inexplicados antes de 10 semanas gestacionais (excluindo outras causas).<br /></p><h3>Critérios Laboratoriais</h3><p>1. Anticorpos Anticardiolipina<br />• Presença de anticorpos anticardiolipina IgM ou IgG em níveis moderado ou alto em duas ou mais ocasiões com intervalos de seis ou mais semanas e pesquisados por um teste ELISA padronizado para anticorpos anticardiolipina dependentes de ß2-GP1.<br /><br />2. Anticorpos Anticoagulante Lúpico<br />• Anticorpo anticoagulante lúpico detectado no sangue em duas ou mais ocasiões com intervalo de no mínimo seis semanas, de acordo com as diretrizes da Sociedade Internacional em Trombose e Hemostasia.<br /><br />* O diagnóstico definitivo de Síndrome Antifosfolípide requer a presença de no mínimo 1 dos critérios clínicos e no mínimo 1 dos critérios laboratoriais.Nenhum limite é colocado no intervalo entre o evento clínico e achados laboratoriais positivos. <br /></p><h3>Diagnóstico Laboratorial</h3><p>O diagnóstico de SAF requer a presença de manifestações clínicas de trombose vascular ou perda fetal recorrente,bem como a presença de alterações laboratoriais específicas e permanentes,que podem ser a detecção de anticorpos anticardiolipina (aCL) ou a determinação da presença do anticoagulante lúpico (LA), os quais são os grupos de anticorpos antifosfolípides mais comuns.</p><p>Apesar da freqüente concordância entre estes dois anticorpos, estes não são idênticos. Os anticorpos LA são detectados por testes funcionais de coagulação nos quais eles prolongam o tempo de coagulação. Os aCL por sua vez são detectados em imunoensaios. Alguns LA reagem com outros fosfolípides que não a cardiolípina e alguns aCL não apresentam atividade anticoagulante “in vitro” dos LAs.<br /></p><h3>Anticoagulante Lúpico</h3><p>Apesar de seu nome, o anticoagulante lúpico está associado com tromboembolismo e muitos de seus portadores não apresentam LES em geral sua atividade anticoagulante somente é observada “in vitro”(“in vivo” a manifestação clínica mais comum é a presença de episódios de trombose arterial e/ou venosa).</p><p>Os LA também podem ser encontrados em indivíduos “normais”, e sua pesquisa não deve ser feita indiscriminadamente mas sim, justificada para portadores de LES e/ou portadores de trombose prévia. O LA também pode ocorrer por uso de medicamentos e no curso de várias doenças infecciosas e neste caso são chamados de transitórios sem maiores relevâncias clínicas. Os teste laboratoriais mais comuns utilizados para triagem são: TTPA, dRVVT, TP diluído, tempo de coagulação do Kaolin (TCK) onde o tempo de coagulação está prolongado.</p><h3>Anticorpos Anticardiolipina</h3><p>São auto-anticorpos que reagem com fosfolípides carregados negativamente e entre eles está a cardiolipina. Dentro deste grupo de anticorpos podemos determinar 2 subgrupos: os anticorpos persistentes e os anticorpos transitórios.Os anticorpos persistentes estão direcionados contra a cardiolipina e são freqüentemente encontrados em LES e em pacientes portadores de trombose venosa e/ou trombose arterial. O outro subgrupo, anticorpos transitórios, podem ser encontrados na sífilis e em algumas doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias, protozoários e fungos ou induzidos por drogas (fenotiazina, antibióticos, bloqueadores de cálcio,fenitoína,etc.) e não possuem conseqüências clínicas.</p><p>Em 1990, descobriu-se que alguns anticorpos anticardiolipina necessitavam da presença de uma proteína de ligação a ß2-glicoproteína-I para se ligar a cardiolipina. Esta descoberta serviu para se distinguir os anticorpos anticardiolipina associados a condições autoimunes, daqueles anticorpos encontrados nas doenças infecciosas.Pois, os anticorpos infecciosos são geralmente independendes da ß2-glicoproteína I e reagem diretamente com a cardiolipina, enquanto que no LES os anticorpos anticardiolipina dependem da ligação a ß2-glicoproteína I.</p><p>O critério atual para a classificação de SAF recomenda o uso de imunoensaios ELISA padronizados que dosem anticorpos anticardiolipina ß2-glicoproteina I-dependente IgG e IgM</p><p>Um dos inconvenientes dos ensaios para anticardiolipina é a incapacidade de se distinguir os anticorpos transitórios dos persistentes. Como os anticorpos transitórios são geralmente beta2 glicoproteína I - independentes, a solução seria um ensaio duplo, com e sem a adição de beta2glicoproteína I.</p><p>É bem definida atualmente a relação do isotipo IgG anticardiolipina com trombose, e existe uma relação evidente entre risco de trombose e o título de anticorpos anticardiolipina IgG, principalmente com títulos acima de 33 a 40 unidades de atividade dos anticorpos.</p><h3>Epidemiologia</h3><p>Anticorpos antifosfolípides são encontrados entre pessoas jovens e aparentemente saudáveis e sua prevalência é de 1 a 5% tanto para anticorpos anticardiolipina quanto para anticorpos anticoagulante lúpico. Assim como os demais anticorpos, a prevalência de anticorpos antifosfolípides aumentam com a idade. Nos pacientes com LES, a prevalência destes anticorpos é bem maior, de 12 a 30% para anticorpos anticardiolipina e de 15 a 34% para anticorpos anticoagulante lúpico.</p><p>Muitos pacientes possuem evidências laboratoriais de anticorpos antifosfolípides sem conseqüências clínicas. Em contraste, a Síndrome Antifosfolípide pode se desenvolver em 50 a 70% dos pacientes tanto com LES quanto anticorpos antifosfolípides.</p><p>Um estudo prospectivo mostrou a associação entre anticorpos fosfolípides e o primeiro episódio de trombose venosa profunda TVP, o primeiro infarte do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico recorrente. Um problema crítico,atualmente, é a identificação de pacientes portadores de anticorpos antifosfolípides que estão com risco de um evento trombótico. Fatores importantes de risco são: histórico de trombose, presença de anticorpo anticoagulante lúpico e níveis elevados de anticorpos anticardiolipina IgG.</p><h3>Considerações Obstétricas</h3><p>Mulheres com anticorpos antifosfolípides possuem alta incidência de abortos no período fetal de 10 ou mais semanas de gestação. A gravidez em mulheres que são positivas para anticorpos antifosfolípides pode também ser complicada por nascimentos prematuros devido a gravidez associada à doença hipertensiva e insuficiência útero-placentária.</p><p>O tratamento atualmente utilizado é a administração de heparina após a demonstração em exame ultrassonográfico, de que o embrião está vivo.</p><h3>Referências</h3><p>1. Wilson WA,Gharavi AE,Koike T,et al. International Consessus on Preliminary Classification Criterial for Definite Antiphospholipid Syndrome.report of an international workshop. Arthrits Rheum. 1999;42:1309-1311.<br />2. Harris EN. Syndrome of the black swan. Br J Haematol.1987;26:324-326.<br />3. Gharavi AE, Harris EN, Sammaritano LR, et al. Do patients with antiphospholipid syndrome have antibodies to 2glycoprotein<br />1 ? J Lab Clin Med. 1993;122:426-431.<br />4. Galli M, Comfurius P, Maasen C, et al. Anticardiolipin (ACA) antibodies directed not to cardiolipin but to a plasma protein cofactor. Lancet. 1990;336:1544-1547.<br />5. Matsuura E, Igarashi Y, Fujimoto M, Ichikawa K, Koike T. Anticardiolipin cofactor(s) and differential diagnosis of autoimmune disease. Lancet. 1990;336:671-672.<br />6. Greaves M, Cohen H, Machin SJ, Mackie I. Guidelines on the investigation and management of the antiphospholipid syndrome.<br />Br J Haematol. 2000;109:704-715.<br />7. Pierangeli SS, Gharavi AE, Harris EN. Testing for antiphospholipid antibodies. Problems and solutions. Clin Obstet<br />Gynecol . 2001;44:48-57.<br />8. Wilson WA. Classification criteria for antiphospholipid syndrome. Rheum Dis Clin North Am. 2001;27:499-505.<br />9. Levine JS, Branch DW, Rauch J. The antiphospholipid syndrome. New Engl J Med. 2002;346:752-763.</p><p> Por:<br />Sônia Maria Marcolino Fleira<br />Assessoria Científica<br />Genese Prods.Farm.Diag.Ltda.<br />Fone: 55 11 3341-6987<br />Email: sonia.fleira@gen.com.br<br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>simples</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2007-07-17T14:00:00Z</dc:date>
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  </item>


  <item rdf:about="http://www.gendiag.com.br/conhecimento/artigos/artigo-leptina">
    <title>Artigo leptina</title>
    <link>http://www.gendiag.com.br/conhecimento/artigos/artigo-leptina</link>
    <description>GORDURA: A VIDA SECRETA DE UMA CÉLULA PODEROSA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p align="left">DENISE 
              GRADY-The New York Times-6/07/2001</p><p align="left"><br /></p><p align="left">Os 
            cientistas pensavam que a gordura corporal e as células que 
            a constituíam eram inertes, apenas como um compartimento de 
            armazenamento. Porém, com o passar das décadas as pesquisas 
            têm demonstrado que as células gordurosas agem como fábricas 
            químicas e que a gordura corporal é uma potente substância: 
            um tecido altamente ativo que secreta hormônios e outras substâncias 
            com efeitos profundos e às vezes perigosos ao metabolismo. 
             
            </p><p align="left">Recentemente, os biologistas 
              começaram a chamar a gordura de um “órgão 
              endócrino”, comparando-a com glândulas como a 
              tireóide e hipófise,também liberando seus hormônios 
              diretamente na circulação sanguínea. Porém 
              existe uma importante diferença. Estas glândulas não 
              podem proliferar e crescer como as células de gordura, que 
              possuem aparentemente uma infinita capacidade de proliferação.Gordura 
              corporal em excesso pode agir como um veneno, liberando substâncias 
              que contribuem para a diabetes, doença cardíaca, hipertensão, 
              derrame e outras doenças, incluindo alguns tipos de câncer.</p><div align="left">
            </div><p align="left">Os pesquisadores tentam 
              decifrar a biologia da célula gordurosa na esperança 
              de encontrar caminhos que auxiliem as pessoas eliminar o excesso 
              de gordura ou, no mínimo, prevenir que a obesidade destrua 
              sua saúde. Em um mundo progressivamente obeso, estes esforços 
              são de altíssima importância.<br />
              <br />
              Internacionalmente, mais de 1 bilhão de pessoas estão 
              acima do peso.A obesidade e duas doenças ligadas a ela, doença 
              cardíaca e hipertensão, estão na lista da Organização 
              Mundial de Saúde entre as 10 maiores doenças de risco 
              para a saúde global. No Estados Unidos, 65 % dos adultos 
              são obesos, comparados com 56% de 10 anos atrás, e 
              pesquisas do governo culpam a obesidade por pelo menos 300.000 mortes 
              a cada ano. Em adição, 50% das crianças acima 
              de 6 anos estão acima do peso, 3 vezes mais as porcentagens 
              de 1980. <br />
              O reconhecimento de que as células de gordura estão 
              longe de serem inertes apareceu em 1995 com a descoberta da leptina, 
              hormônio que sinaliza ao cérebro quanto de gordura 
              o corpo possui, desta forma o cérebro pode ajustar a ingesta 
              alimentar e o metabolismo permitindo que o armazenamento de gordura 
              seja mantido em certos níveis. Quanto maior a quantidade 
              de gordura que a pessoa possui, maior será o nível 
              de leptina. Embora inicialmente os pesquisadores pensassem que a 
              leptina poderia ser utilizada para o tratamento da obesidade, eles 
              rapidamente descobriram que a maioria dos obesos é resistente 
              aos efeitos da leptina.</p><div align="left">
            </div><p align="left">“A descoberta da 
              leptina estabeleceu o eixo de comunicação gordura-cérebro”, 
              diz o pesquisador Dr. Sherer (professor de biologia celular e medicina 
              do Colégio de Medicina Albert Einstein em Nova York.). ”Este 
              foi o primeiro exemplo de um hormônio sendo liberado pelos 
              adipócitos”.</p><div align="left">
            </div><p align="left">O tecido adiposo é 
              crivado de células do sistema imune chamadas de macrófagos, 
              as quais liberam substancias que causam inflamação, 
              e hoje se pensa que estas substâncias possuem um papel importante 
              nas doenças cardíacas. As células gordurosas 
              produzem hormônios adicionais que afetam a sensibilidade do 
              corpo a insulina e estão altamente ligadas ao desenvolvimento 
              da diabetes tipo 2. A insulina auxilia a glicose a entrar nas células,mas 
              cerca de metade das pessoas obesas se tornam resistente a insulina, 
              o que significa que suas células não respondem a insulina. 
              Quanto mais peso elas ganham, mais resistente à insulina 
              elas se tornam. A resistência a insulina é a primeira 
              etapa no desenvolvimento da diabetes e freqüentemente é 
              acompanhada por pressão sanguínea elevada e altos 
              níveis de gordura e açúcar no sangue.</p><div align="left">
            </div><p align="left">Uma das moléculas 
              mais importantes fabricadas pelas células adiposas é 
              um hormônio chamado de adiponectina, que faz com que o corpo 
              se torne mais sensível a insulina. Quando a pessoa se torna 
              obesa, suas células gordurosas fabricam menos adiponectina, 
              o porque disto ainda não está claro. Baixos níveis 
              de adiponectina estão associados com diabetes e doença 
              cardíaca. Dr.Scherer diz que os cientistas estão estudando 
              este hormônio para descobrir se a sua administração 
              a pessoas poderá ajudar a prevenir ou tratar a diabetes.</p><div align="left">
            </div><p align="left">Outra molécula 
              fabricada pelas células gordurosas é a resistina, 
              que faz com que o organismo seja mais resistente a insulina, mas 
              têm sido estudada basicamente em camundongos, e sua importância 
              em humanos não é ainda bem conhecida, diz o Dr.Scherer.</p><div align="left">
            </div><p align="left">Um adulto magro possui 
              cerca de 40 bilhões de células gordurosas, uma pessoa 
              obesa possui cerca de duas a três vezes este número, 
              e obesos possuem células gordurosas maiores do que as pessoas 
              magras. Mesmo sendo ruim, o corpo pode sempre fabricar mais destas 
              células e comparando-as com outras células, estas 
              possuem uma vida extremamente longa. Como se acreditava no passado, 
              não é verdade que a quota de células adiposas 
              de uma pessoa é fixada para sempre em algum momento da adolescência. 
              Adultos não criam novas células de gordura como as 
              crianças criam, mais isto acontece. Se a pessoa continua 
              comendo em excesso, as células gordurosas existentes continuam 
              crescendo e crescendo, parecendo como se estivessem a ponto de explodir, 
              mas existe um limite de tamanho. Quando elas atingem um certo limite 
              elas não se dividem, mas ao invés disto elas enviam 
              um sinal para que as células imaturas mais próximas 
              comecem a se dividir produzindo assim mais células gordurosas.</p><div align="left">
            </div><p align="left">É conhecido ha 
              algumas décadas que alguns tipos de obesidade são 
              piores que outras. A forma do corpo é importante. Pessoas 
              que possuem o corpo em forma de “maçã”, 
              carregando excesso de gordura no abdômen, são mais 
              propensas a diabetes e doenças cardíacas do que as 
              pessoas que possuem o corpo no formato de “pêra”, 
              e que têm seus depósitos de gordura concentrados nos 
              quadris, coxas e nádegas. A tendência de uma pessoa 
              armazenar gordura em uma região ou outra do corpo é 
              provavelmente genética, dizem os pesquisadores, pensando-se 
              numa visão prática todo mundo irá desenvolver 
              um abdômen avantajado conforme o aumento de peso. Mulheres 
              possuem tendência ao formato pêra mas elas também 
              redistribuem e condensam gordura na menopausa. Os grupos étnicos 
              variam. A princípio, Asiáticos tendem a possuir excesso 
              de gordura no abdômen e sofrer de problemas de saúde 
              em graus menores de obesidade.</p><div align="left">
            </div><p align="left">Mesmo um abdômen 
              com gordura moderada - um abdômen protuberante em uma pessoa 
              diferentemente magricela – podem aumentar o risco de hipertensão, 
              diabetes e doença cardíaca. Pessoas magras ou fora 
              do peso que estão na verdade sob o risco da gordura abdominal 
              podem ser falsamente tranqüilizadas por terem leitura normal 
              de um medidor de obesidade muito comum, o índice de massa 
              corporal, ou I.M.C. O problema é que este índice, 
              baseia-se na altura e no peso, e não leva em conta a forma 
              do corpo.</p><div align="left">
            </div><p align="left">“Nós gostaríamos 
              de eliminar a idéia de que o I.M.C. é o melhor indicador 
              de risco,” disse o Dr. Osama Hamdy, diretor da clinica de 
              obesidade no Joslin Diabetes Clinic, em Boston. Ele diz que a medida 
              da cintura é melhor prognóstico, com uma zona de perigo 
              em torno de algo maior do que 102 cm para os homens e 88.9 cm para 
              as mulheres.</p><div align="left">
            </div><p align="left">Porque um abdômen 
              grande é mais perigoso do que um quadril grande? Muitos pesquisadores 
              pensam que a grande culpada é a gordura visceral, o que significa 
              depósitos de gordura dentro do abdômen, ao contrário 
              da gordura subcutânea, sob a pele. Uma pessoa com o corpo 
              no formato de maça com certeza possui gordura visceral, assim 
              como gordura subcutânea na área abdominal. Não 
              está claro porque a gordura visceral é perigosa; pode 
              ser que ela seja mais ativa metabolicamente e espalhe mais substâncias 
              tóxicas. Adicionalmente, sua secreção vai diretamente 
              para o fígado e pode interferir com as suas funções, 
              que incluem a ajuda no controle da glicose e do colesterol sanguíneo.</p><div align="left">
            </div><p align="left">Um estudo publicado o 
              mês passado no New England Journal of Medicine deu suporte 
              a teoria de que a gordura visceral é uma ameaça maior 
              do que a gordura subcutânea. Os médicos descobriram 
              que a lipoaspiração, a qual remove somente a gordura 
              subcutânea, não possui efeito benéfico algum 
              na saúde, mesmo quando os cirurgiões aspiram 9 kilos 
              de gordura abdominal subcutânea. Mas a pessoa que perde peso 
              através de dietas e exercícios pode estar certa de 
              que sentirá mudanças significantes na pressão 
              sanguínea, colesterol e resistência à insulina.</p><p align="left"><strong><br /></strong></p><p align="left"><strong><br /></strong></p><p align="left"><strong>Por:<br />
              Sônia Maria Marcolino Fleira<br />
              Assessoria Científica<br />
              Genese Prods.Farm.Diag.Ltda.<br />
              Fone: 55 11 3341-6987<br />
              Email: sonia.fleira@gen.com.br</strong></p><p align="left"><br /></p><p><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>simples</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    <dc:date>2006-10-10T15:58:01Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://www.gendiag.com.br/conhecimento/artigos/mis-amh-artigo-revista">
    <title>MIS/AMH </title>
    <link>http://www.gendiag.com.br/conhecimento/artigos/mis-amh-artigo-revista</link>
    <description>MIS/AMH ELISA-DSL
(Substância Inibidora Mulleriana/Hormônio Anti-Mulleriano)</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p align="left">A Genese distribuidora autorizada da Diagnostic Systems Laboratories, INC líder mundial em análises hormonais, mais uma vez inovando no campo de pesquisa clínica e acompanhando os principais avanços em pesquisa para atender as expectativas de seus clientes, tem o prazer de anunciar o lançamento exclusivo do novo kit ELISA Substância Inibidora Mulleriana/Hormônio Anti-Mulleriano (MIS/AMH). Este ensaio é altamente específico, ELISA de dois-sítios monoclonal com intervalo dinâmico de 0.05-10 ng/mL e sensibilidade superior de 0.017 ng/mL. Os reagentes estão prontos para uso e os resultados são adquiridos em 3 horas. Este ensaio pode ser realizado manualmente ou automatizado em sistemas de microplacas de plataforma aberta. </p><p>MIS/AMH é produzido pelas células de Sertoli dos testículos masculinos e pelas células granulosas ovarianas femininas. Durante o desenvolvimento embrionário masculino, a secreção de MIS/AMH a partir das células de Sertoli dos testículos, é fundamental para a regressão dos ductos Mullerianos, permitindo assim o desenvolvimento normal do trato reprodutivo masculino. MIS/AMH é importante também no controle da espermatogênese pós-puberdade masculina e na foliculogênese feminina em idade reprodutiva. Como teste complementar para Inibina B, também uma exclusividade DSL, possui aplicações clínicas potenciais em:</p><p>• medicina reprodutiva incluindo avaliação de reserva e função ovariana;<br />• detecção e acompanhamento diagnóstico de tumores de células granulosas;<br />• puberdade precoce;<br />• atraso no início da puberdade;<br />• genitália ambígua;<br />• criptorquidismo e anorquidismo;<br />• infertilidade masculina.<br /><br />A Genese possui atualmente ampla rede de distribuidores em todo o território nacional, proporcionando assistência necessária com profissionais treinados para melhor atender as expectativas de seus clientes. Consulte-nos. <br /></p><p><strong><br /></strong></p><p><strong>Por:<br />Sônia Maria Marcolino Fleira<br />Assessoria Científica<br />Genese Prods.Farm.Diag.Ltda.<br />Fone: 55 11 3341-6987<br />Email: sonia.fleira@gen.com.br</strong></p><p><br /></p><p></p>]]></content:encoded>
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